quarta-feira, 20 de agosto de 2014

- A importância do otimismo


«A IMPORTÂNCIA DO OTIMISMO

A cada amanhecer, abrimos os olhos e acordamos para a VIDA…

E preenchemo-la, dia após dia, cumprindo as nossas rotinas: em casa, no trabalho ou na vida social.

E, tantas vezes, nos esgotamos provendo ao imediato, esquecendo-nos de nós próprios e de dar atenção às relações humanas, incluindo, aos nossos familiares mais próximos.

E, assim, “vivemos”, dia após dia, por entre uma ou outra alegria com a esperança (por vezes, vã…) de que o aconchego da noite nos devolva, em meia dúzia de horas, a energia da vida, tão necessária, para cumprir as tarefas do dia seguinte.

E quando, depois, saímos à rua procurando a luz do sol, encontramos, tantas vezes, no nosso caminho, pessoas cujo semblante e posturas rígidas erigem a mais intransponível das barreiras, expressando a sua falta de abertura a qualquer diálogo ou eventual aproximação.

Fechados para o mundo e fechados sobre si mesmo, muitos de entre nós, constroem muros em vez de pontes e propalam a sua solidão.

Fechadas em si mesmo, existem pessoas que votam à indiferença a candura de um sorriso infantil… pessoas que não respondem (ou fazem-no secamente) a uma saudação ou a um cumprimento caloroso…

Bem sei, que a vida nem sempre é fácil e que o nosso humor, tal como as nossas emoções, é controverso e muda em função dos acontecimentos.

Mas, estou convicta que todos conhecemos pessoas que conseguem “dar a volta” às contrariedades da vida, mantendo uma postura de confiança, de fé, de otimismo, mesmo perante uma imensa adversidade.

E todos poderemos, se quisermos, seguir-lhes o exemplo.

É extraordinariamente importante que nos esforcemos por focalizar a nossa atenção nas facetas mais alegres da vida.

Pois, o otimismo tem um papel na saúde!

Veja-se, por exemplo, a reação de um doente à aplicação de um placebo (a crença de que a toma do medicamento vai resultar): os investigadores estimam que a reação provocada pelo efeito placebo se situa entre 30 a 50% dos efeitos das várias drogas e até 100% no caso das intervenções cirúrgicas.

Pesquisas têm vindo a demonstrar que as pessoas otimistas adoecem menos e vivem mais tempo do que os pessimistas, os seus sistemas imunológicos parecem ser mais fortes e os sistemas cardiovasculares mais estáveis.

Os otimistas são pessoas de cuja companhia se gosta, são alegres e animam os outros.

Os otimistas trazem vida à sua vida!

E conseguem “contagiar” os outros com a sua boa disposição.

Por tudo isso, é assaz importante que olhemos os factos que acontecem na nossa vida sem a preocupação de fazermos, sobre eles, qualquer juízo ou interpretação. Porque os pensamentos e as interpretações pessoais são meramente subjetivos e não têm a capacidade de alterar os acontecimentos da vida real…

Não se podem evitar muitos dos acontecimentos que se produzem ao longo de uma vida (perdas, luto, doenças…), mas é importante que percebamos a inutilidade do sofrimento prolongado perante a sua produção…

Pense nisto caro(a) leitor(a): só você pode decidir efetuar uma qualquer mudança na sua vida…
Mas, mudar algo, implica, também, mudar a sua forma de sentir em relação a esse mesmo algo...

Porque… você é aquilo que sente…

Os seus sentimentos e emoções brotam dos seus pensamentos, do seu sistema de crenças e convicções.


Em boa verdade, é aquilo que sentimos que, normalmente, expressamos por palavras, atos ou reações.

As palavras que proferimos ou as obras que produzimos, exprimem a energia da Vida que existe em nós e fazem de cada um de nós a pessoa que é.

Por tudo isso, vale a pena cuidar dos seus pensamentos e dos seus sentimentos, nutrindo-os e alimentando-os positivamente, em prole de um Mundo que é “nosso” e de todos aqueles que, um dia, hão de nascer e viver no mundo que agora construímos.


«Se todos os dias arranjamos os cabelos: por que não o fazemos com o coração?» Provérbio chinês

Afetuoso abraço.

Maria João Vitorino


Editorial do Jornal Daqui, da edição de hoje: 20 de Agosto de 2014, cuja leitura recomendo:
http://www.jornaldaqui.com.pt/

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