Pensamentos e emoções...apenas, hoje...

04.06.2017
A vida é mudança.
Mas, temos medo de mudanças...

As perdas são inevitáveis.
Mas, temos medo das perdas...

A morte sobrevirá.
Mas, tememos a morte...
Erigimos mecanismos de defesa contra a própria vida.
Vida que, ainda, não compreendemos.
Erguemos muros de segurança e de autoproteção.
E, caminhamos, errantes.
Sem autorreflexão.
Sem autoconhecimento.
Separados, uns dos outros.
E de nós mesmos.
Perdemo-nos em conceitos e abstrações intelectuais.
E construímos mundos interiores de ilusão
e de autoengano.
A crise é, sobretudo, interior.
E, devemos, perguntarmo-nos:
- Como se pode pretender crescer espiritualmente
nas areias movediças e inférteis da ilusão e do autoengano? *
O que é que, ainda, não compreendemos acerca de nós mesmos?
O que é que, ainda, não compreendemos acerca da Vida?





13.05.2017

Semeadas pela mão humana, elas foram cuidadas, admiradas, alimentadas com amor, paixão e dedicação.
 São filhas da luz do Sol, do amanhecer e do entardecer.
São filhas da chuva e do orvalho.
São filhas dos ventos e da escuridão das noites, também.
A harmonia do universo contribuiu para a sua criação.

As suas cores luminosas e o seu maravilhoso perfume,
 demonstram-nos a sua glória.
E elas, aqui estão.
Lindas.
Abertas para a vida e para a morte.
Olhando os céus, em celebração. Foram escolhidas e colhidas, uma a uma.
Cada uma no seu tempo, com serenidade e sem agitação.

Assemelham-se, juntas, a um belo ramo de noiva...
 Em cada uma delas a essência da própria vida: a harmonia.

Foram-me oferecidas, hoje, pelas mãos de uma alma nobre, compassiva, amorosa e generosa.
Foram-me oferecidas por uma amiga.
Um amiga, que podia até ser minha Mãe.
Uma amiga que não tem idade.
Tem, apenas, coração...

Muito obrigado amiga Emília!
Muito obrigado, de coração, para coração!
<3 


 
 

30.04.2017
Não se pode dar, o que não se tem... 🤔
A paz não vem dos rituais, nem das técnicas, nem pode ser encontrada através de qualquer forma de pensamento...
A energia que se dispende, tantas e tantas vezes, no uso de palavras mecânicas, repetidas e estéreis, proferidas sem qualquer convicção, seria melhor empregue no próprio ato de viver, plena e conscientemente...
A energia da vida, com toda a sua vitalidade e plenitude, transcende o pensamento e não necessita de clausuras, nem de qualquer sorte de interpretações...
Seja simples, silencie, respire e viva, simplesmente...
Apenas, hoje...


24.04.2017
Os "rótulos" unem-nos, uns aos outros, ou dividem-nos?
Libertos dos "rótulos", da "auto importância", 
das distinções, das medalhas e honrarias, 
o que é que nos resta?
Somos colecionadores de símbolos, de medalhas e rótulos...
E é bem perceptível o nosso sofrimento...




01.04.2017

É uma bênção viver, por aqui, perto do mar...
E, estabelecer, com ele, um relacionamento...
Visitá-lo.
Olhá-lo.
Ouvi-lo, no mais profundo silêncio.
Senti-lo.
Respeitosamente...
Confiar-lhe o conteúdo do pensamento,
Do coração...
Depositar, no seu colo, a saudade confessa, imensa, 
de um Pai e duma Mãe, amorosos, que partiram rumo à eternidade...
Depois, por fim, levar na alma, o sentimento desse mar tão belo,
cheio de vitalidade,
cuja energia faz sarar toda a dor e
todo o sofrimento...
Tudo se dilui, nas águas desse oceano imenso...
Por isso, é preciso, é absolutamente necessário,
 que estabeleçamos, cada um de nós, 
uma verdadeira comunicação com o movimento das ondas do mar...
 Hoje, o mar e o vento, aliados, elevaram a sua voz.
E, em uníssono, impuseram a sua existência e autoridade.
Bem sei e seria, quiçá, leviano tentar interpretar o que diziam,
 ou o que quereriam dizer...
Ou, talvez, não...

Certo é, que, ali, se manifestava a energia genuína da própria vida, 

no seu eterno fluir...
«Apenas, hoje...»
Porque, nada mais existe...

Maria João Vitorino

20.03.2017

Quando uma pessoa se perde numa floresta, o que é que faz?
Pára e olha à sua volta.
Aqueles que se perderam de si mesmos, da sua própria vida,
devem parar, também e olhar à sua volta...
A mente tornar-se-á mais clara...


10.03.2017



04.03.2017 «Para além dos confins do mundano» Fim de tarde.
Uma ida à Ericeira.
O destino de cada fim de semana.
Sempre inadiável.
A eternidade.
O céu e o mar, abraçam-se.
Um momento de comunhão.

Um raro momento de beleza. 
Uma pausa, para além dos confins do mundano.
Uma porta para essa outra realidade, raramente vivida.
Raramente presenciada.
A energia do entardecer.
O sussuro das águas.
A luz do Sol.

Há momentos de êxtase, grandiosos, onde penetramos no reino eterno do Ser...
Lá, a luz da comunhão, do ser e da compreensão devolvem-nos à própria VIDA...
E, o resto é nada...








12.02.2017


«Um jovem monge, num antigo mosteiro budista, questiona o mestre:

- Mestre, como faço para não me aborrecer? É que, algumas pessoas falam demais, outras pessoas são ignorantes, outras, ainda, são indiferentes. Sinto ódio pelas pessoas que são mentirosas. Sofro com aquelas que caluniam.

Responde-lhe o Mestre:
- Pois viva como as flores!

- Como é viver “como as flores”? – Questionou o discípulo.


- Olhe, observe as flores - Disse o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim - Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem, os defeitos deles, são deles, e não são seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso, é viver como as flores.  »
Conto Budista





10.02.2017


Um amigo que andava em meditação já há algum tempo aproximou-se de um mestre Zen e perguntou-lhe se poderia estudar com ele.
O mestre Zen respondeu-lhe:
«- Estás preparado para morrer?»
Aquele, abanou negativamente a cabeça espantado e retorquiu:
«- Não vim aqui para morrer! Vim cá para aprender a doutrina Zen.»
Afirmou, então, o velho mestre:
«- Se não estás disposto a morrer, não estás preparado para te libertares em vida. Volta quando estiveres preparado para compreender diretamente, sem excluíres nada.»







24.01.2017
Se conhecer, em si, a paz, nada, nem ninguém, o poderá perturbar... 19.01.2017

Todos nós desejamos a PAZ.
Mas, ela não pode provir de uma mente confusa, fragmentada, que sofre,
 que labora na aflição e na agonia...
Sem PAZ não é possível à bondade florescer...

A Paz é algo que temos de "construir" juntos, para além da mera compreensão verbal e intelectual.
Se continuarmos a viver em teorias e palavras, mais ou menos "rebuscadas", 
não sairemos do mesmo lugar em que, agora, nos encontramos.
Estamos fartos de teorias, formações e ideais que, para além da febre e do encantamento inicial, não nos permitiram, até hoje, alterar a nossa existência...
E, há tanto, mas tanto, para fazer...
Apenas, hoje...<3Dia 28 jan. 2017 - workhop "A Arte de Viver"
http://reiki-toquedacura.blogspot.pt/p/dia-28-de-janeiro-de-2016-arte-de-viver.html https://www.facebook.com/events/630451373806063/






25.12.2016
«Despeçam-se do velho, saúdem o novo,
Toquem sinos felizes através da neve:

O ano está a ir-se embora, deixem-no ir;
Despeçam-se do falso, saúdem a verdade.

Despeçam-se da dor que mina a mente
Por aqueles que não mais veremos;

Despeçam-se do feudo dos ricos e dos pobres
Saúdem a renovação de toda a humanidade.» <3

Tennyson (in Memoriam)

02.12.2016
E O AMOR?
Alguém por aí, me diga, por favor, se existe, de facto, amor.
Alguém, por aí, me diga, por favor, que o amor, não é, apenas, uma palavra, 
uma ideia, uma abstração.
Alguém, por aí, que responda, por favor.
É que, quando existe amor, não existe violência, 
nem divisões, 
nem hierarquias, 
nem fronteiras, 
nem separações.
Quando existe amor, há paz.
Quando há amor, não há medo, 
nem ciúme, 
nem competição, 
nem ambição...
Alguém, por aí, por favor, responda:
- E, o amor? 
Alguém, o viu passar?

Apenas, hoje, com honestidade, reflito...

12.11.2016

Malveira/Mafra - Hoje, cerca das 15 horas um jovem suicidou-se, saltando para a linha do comboio.
Era um jovem. E, ao que se sabe, ou pensa saber (dado que, o facto ocorreu, apenas, há algumas horas), este jovem teria cerca de 20 anos e era da Malveira.
Num gesto, num ato, uma vida - que poderia ter sido longa - se finou.
O seu coração não baterá, jamais...
Os seus olhos jamais verão a luz do dia, do amanhecer e do entardecer...
Avassalador.
Brutal.
Chocante.
Violentamente real...
No local, as ambulâncias, a polícia, a tensão, o silêncio sepulcral...
As gentes que, por ali, se entreolhavam: num misto de incompreensão, de cumplicidade, de conformismo e de resignação...
Todos, compreendemos o sofrimento...
O Homem sofre.
Agoniza.
Desespera.
Chora, tantas vezes, lágrimas de sangue...
Lágrimas que enxuga, quando está prestes a sair à rua,
Para que os outros não as vejam...
Porque não é fácil, contar, aos outros, o que nos vai na alma,
Destarte, nem sempre - pensamos - há gente em quem possamos confiar...
Pois, se tantas vezes, não conseguimos compreendermo-nos, a nós mesmos...
Suicida-se o Homem que crê,
Suicida-se o Homem que não crê,
Um e outro, se suicida.
Cada um à sua maneira.
Cada um, decidindo fugir desta vida,
Cada um, decidido a fugir de si mesmo...
Todos, devemos entristecermo-nos...
Todos, devemos comungar desta dor...
A Vida, matou-se, a si mesma...
Todos, juntos, somos a sociedade em que vivemos,
Essa sociedade em que vivemos tão longe, uns dos "outros"
e de "nós mesmos"...
Este é o momento.
Este é o momento oportuno para nos examinarmos interiormente e compreendermos o vazio que existe nos nossos corações...
Não podemos continuar a fugir desse imenso vazio, por meio de toda a sorte de ritos, crenças e distrações...
Hoje, a noite tornou-se mais escura...
Hoje, a Vida matou a própria Vida...
Hoje, a Vida ficou mais só...
Jovem, descansa, finalmente, em PAZ.
Assim Seja. <3

11.11.2016

Todos os dias as árvores fornecem oxigénio ao mundo...
Fazem-no, sem distinção de raça, de nação, de credo, de família, 
de sistema político, ideológico ou económico...
Todos os dias.
Geração, após geração...

Esta é a nossa casa.
E está arder: sob tensões, lutas,conflitos ...
É uma guerra de pessoas.
Pessoas da mesma raça.
Da mesma família humana.
Cada um, evidenciando o seu próprio "campo de batalha" interior...
E é, tão preciso que aprendamos a viver, na própria casa, lucidamente...
Apenas, hoje, reflito.
«Apenas, hoje, sou bondoso.» (Princípio de Reiki).

07.11.2016


 «Olhem, há festa no céu!»

Hoje, o dia amanheceu em festa,
E os céus abriram-se,
Fazendo, por instantes, a ponte com a Terra, com os mares, com os Homens, com a fauna 
e com todos os seres vivos…

Em silêncio, sem arautos, nem alarde, o mais glorioso espetáculo celeste, ali, se produziu.

Lá em cima, bem por cima das nossas cabeças, uma grinalda feita das mais vivas cores surgiu, 
sem se fazer anunciar, e apagou as mais negras e tenebrosas nuvens…

Em forma de arco,
 uma cúpula de proteção, produziu-se sobre as nossas cabeças, 
sobre a própria Vida…

Olhando o céu, maravilhada, sorri e regressei, por instantes, aos   meus tempos de criança…

Quando era menina, dizia-me – lembro-me bem - a minha adorada Mãe que o arco íris, era o “sorriso de Deus” e que, era o meio de comunicação que Deus Pai usava, lá no céu, 
para nos  fazer recordar o quanto nos amava...

Por isso, de todas as vezes, que visse um arco íris
– dizia-me a minha Mãe -  
deveria sentir-me amada e protegida…

Cresci.
E já não faço interpretações.
Nem procuro sentido, nem para a Vida, nem para as “coisas da vida".

As interpretações não são necessárias.
Um facto existe, por si só.
Um facto, não necessita de quem o interprete.

Hoje, para além de todas as interpretações, sacio-me olhando, tão só, a cada dia, 
as manifestações mais subtis da VIDA, 
para as quais, sorrio mil vezes, 
uma e outra vez…







 Maria João V.

 ***

05.11.2016
***
28.09.2016
 
«Quem disse que as coisas precisam de ter sentido?»



O sentido que, cada um de nós, dá ás "coisas da vida", é a realidade?

No ato de ver, e de ouvir, cada coisa da vida, há um processo mental interno,
onde se envolvem e associam: conhecimentos, vivências, imaginação e projeção...

Cada um de nós, não vê a coisa, tal como ela é.
Cada um de nós vê as coisas da vida, como deseja que elas sejam...

E, quantos, entre nós, vivem na ilusão?
Apenas, hoje, honestamente, reflito...

****
«“POKÉMON  GO”  e o “Livro da Vida”

 É um fenómeno mundial!
Fala-se em mais de 30 milhões de jogadores em vários países.

Pokémon Go” é um jogo de “realidade aumentada”, um aplicativo que utiliza a geolocalização para distribuir personagens virtuais no mundo real e levar os jogadores a sair à rua, para os procurar e capturar, através dos seus smartphones, tablets e outros dispositivos.
É a concretização da interação, entre o mundo real e o mundo imaginário. Daí, a “febre”, o fascínio, a multidão de seguidores.
É mais um divertimento para a mente humana, entre tantos outros, que a sociedade moderna já inventou e que continuará a inventar.

Consciente ou inconscientemente, qualquer distração ou entretenimento leva o ser humano a evadir-se de si mesmo e do seu sofrimento (da angústia, solidão, ansiedade, dor, conflito interior e nos relacionamentos), com o qual, já não sabe, não quer, ou não consegue lidar…
Neste nosso mundo, há um avanço tecnológico, sem um avanço psicológico, igualmente vital.
Somos intelectualmente, brilhantes, capazes de grandes invenções, mas o nosso coração humano está vazio e não há música no nosso coração.
Fortemente condicionados por padrões, modas, regras de comportamento - sobre os quais, nunca refletimos - perdemos a sensibilidade, o sentido da vida e perdemo-nos de nós mesmos…
O que o nosso pensamento cria, não é real, tem existência meramente aparente, ilusória.
Mas, a vida é real! Existe, plenamente, neste momento.
Esta, é a terra, onde vivemos.
Esta, é a nossa vida, a nossa existência.
E, aqui, podemos, todos, viver inteligentemente.
Toda a história da humanidade está, temporariamente, em cada um, de nós.

Mas, já pensou que nunca nos dedicamos a ler (a dar plena atenção), sem quaisquer instrumentos ou mecanismos de fuga psicológica, o “livro da vida” que existe, em cada um de nós?
Existimos e somos, fisicamente, uma espécie de “evento temporário”.
E, para além de todas as teorias e/ou interpretações, a vida, é tudo, quanto, por enquanto, ainda temos…
 Viva-a, lúcida e conscientemente, apesar de todas as distrações…»

Maria João M.
Nota: Este texto constitui a reprodução do texto que constitui o Editorial do "Jornal Daqui":  "Fexpomalveira", edição nº 95 de 3 de Agosto 2016 e disponível em http://www.jornaldaqui.com.pt/



***
24.07.2016

A "realidade", é perceção.
Toda, a sua vida, é perceção.

Os factos, quando se produzem,
não contém, em si, a palavra,
nem nenhuma interpretação...
São factos, só por si,
independentemente de quem para eles olha e
 independentemente de qualquer opinião,
 consideração, conclusão, ou interpretação.

Por isso, toda a sua vida - e nela a alegria, a dor, 
o sofrimento e até, a morte - depende da interpretação
 que dá a esses mesmos factos.

Um facto, só por si, não é bom, nem mau.
E, também, não tem de o aceitar.
Nem, de o rejeitar.
Importa, apenas, que o viva.

Se você não se "encaixa" no mundo em que vive,
É porque nasceu para ajudar a criar um novo mundo...

E há, deveras, um "novo mundo" para criar...

Um mundo onde reine a simplicidade,
Onde, cada um, se sinta parte do "todo",
Onde, cada um, compreenda que,
os efeitos de cada palavra, gesto, atitude ou omissão sua,
dirigida a quem quer que seja,
 se repercutem no mundo inteiro,
 e em todos nós...

Há um "novo mundo" para criar...

E, veja bem: criado, esse será o maior legado que, um dia,
deixará aos seus próprios filhos e descendentes...
Um mundo novo...

Um mundo, onde, cada um, assuma a sua quota parte de responsabilidade - ao invés de "apontar o dedo" a outro, ou outros -  pelo "caos", desamor, incompreensão, sofrimento e superficialidade, em que vivemos...

A final, somos, todos, juntos, a sociedade que criticamos,
Somos, todos, parte desse "caos" que conhecemos...

Cada um de nós, deve compreender quem é: 
o último elo da humanidade...
Cada um de nós, é um representante da própria raça humana...
Cada um de nós, está registado no Livro da Vida, 
que ainda não aprendemos a ler...
Entretidos, como estamos, com tantas distrações...

Cada um de nós, transportando o facho, a chama da violência, 
do conflito, da impaciência e da incompreensão, 
expresso em pequenos e grandes gestos...

Cada um de nós, imitando e copiando os costumeiros padrões
 e normas sociais,
vivendo e cultivando, 
geração, após geração,
 mais e mais, separação...

Habitando um mundo, uma sociedade, em que as nossas gentes se dividem por rótulos, por continentes, por raças, por nações, por crenças, por ideologias, por sistemas económicos, filosóficos e por famílias...

Todos, eu e você, nós e as nossas famílias, divididos, 
absolutamente separados, uns dos outros...
E esta separação é tão real!

Sim! Há um novo mundo por criar...
E, se você não se "encaixa"...É porque você nasceu para ajudar a criar um novo mundo...

E, quer saber um segredo?
Não conheço ninguém que, verdadeiramente,
 se "encaixe" neste "velho mundo"...

Construir um novo mundo é possível: sim!
Se, o quisermos, todos...
Não, amanhã.
Mas, hoje, mesmo.
Agora!
E a mudança só pode começar: em cada coração... <3


Maria João V.

05.06.2016

  
Ela lá foi, a minha “princesa” – sob o meu olhar atento - caminhando, 
pé ante pé, cuidadosamente, pela rua, com os seus sapatos de salto alto…
Era o baile de finalistas na sua escola…

Detive-me, ali, vendo-a caminhar…
“Está tão crescida!” – Pensei.
 E, esse pensamento transportou-me ao passado, ao jardim das memórias, 
onde a m/princesinha buscava no meu colo e no colo do seu Pai, 
amor, segurança e protecção.

Detive-me, ali, vendo-os desfilar jubilosamente
 sob o encantamento da sua adolescência…
Tão belos, entusiasmados e vivos!

Era a energia da vida e do tempo que ali se manifestavam, tão airosamente…
A vida e o tempo, num passe de magia, ou quiçá, 
por um qualquer processo alquímico, 
haviam transformado os pequeninos príncipes e princesas
 nos mais belos jovens adolescentes.

E aquele baile de finalistas, fecharia mais um ciclo de vida…
Era mais uma etapa volvida.
Mais uma despedida: dos amigos, dos colegas, dos Professores, da escola que tão bem conheciam…

Começa, agora, uma nova etapa,
O tempo flui, sem hesitações…
Sem que possamos desperdiçá-lo, nem por um segundo…

Apetece-me, hoje, dizer-te, querida filha, o seguinte:

Conhece-te a ti mesmo,
Porque é a ti, que tens de voltar, ainda que percorras toda a Terra.
E sem o autoconhecimento, nada compreenderás da vida.
Reflete, sempre.
Questiona,
Observa, todas as coisas.
E o "tudo" em cada coisa.

Vive cada dia, como se fosse o último.
A final, não sabes quem chegará primeiro: se a noite, ou o abraço da morte.

Aprende a estar só,
Aprende a encontrar-te tanto no silêncio, como no ruído das multidões.

Enfrenta os acontecimentos,
Sejam eles perdas ou vitórias.
Não fujas deles.

Mas, não os interpretes,
Os factos não necessitam de ser interpretados.

Não os olhes com o pensamento.
O pensamento é passado e apenas, pode negar ou aceitar,
 não pode descobrir o novo e a vida nova, a cada dia.

Observa os factos, apenas,
Não os julgues, nem condenes,

Vive-os!
Vive-os, na pura perceção do facto e da sua compreensão.
Um facto, é um acontecimento da vida real,
Independentemente de qualquer opinião…

E lembra-te: o sentido da vida: é, mesmo, VIVER!


Não sigas ninguém,
nem a mim, que sou tua Mãe,
Não imites,
Não te compares com ninguém,
Isso é tão infantil!

Evita apego e dependências,
Porque precisas de uma mente livre para descobrir a verdade,
É simples ver o falso, como falso,
E o verdadeiro, como verdadeiro.

E não te esqueças: a felicidade é um estado de ser, intemporal.


Ama-te e conhece, em ti, o amor.
Só então, poderás amar…

Compreende que, onde não há benevolência, nem compaixão,
 não há amor…

A tua Mãe, que tanto te ama: MJV <3


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26.05.2016

Esta foto que circula pela internet sempre me cativou...

O registo através da máquina, da convergência, da comunhão, no presente, 
das mãos adultas, vividas, que se estendem, respeitosamente... e das pequenas mãos da criança, que as agarram, seguram e nelas buscam, instintivamente, afeto e proteção...

E quanta força, energia e compreensão se "desprendem" desta simples imagem...

Poderia dizer-se, quiçá, que este registo fotográfico,
 tão simples e belo, 
é a "representação", da própria vida...
É que esta, contém em si, a um só tempo: "o princípio e o fim"...


Desconheço o seu autor, mas desejo felicitá-lo pela enorme sensibilidade que manifestou ao registar este "momento de vida humana"...


****


As relações humanas são estranhas"...(...) -  Quem o dizia era Charles  Bukowski.

E é, ainda hoje, um facto notório.
De facto, qualquer ligação, vínculo ou dependência entre seres humanos, pode terminar, assim, de um dia para o outro...
 Talvez, porque, na realidade,  nunca existiu uma "relação"...
Talvez, porque aquilo a que se chama "amor", é apenas,  satisfação mútua, sexo, apego, conforto, ou desejo de segurança...
 Mas, nada disso é amor...
O amor não é uma palavra,
Nem uma teoria,
O amor, que é amor, ou existe no interior de cada um,
Ou não existe...

O amor, que é, verdadeiramente, amor
Não se encaixa no "tempo" dos homens,
Não é "passado",
Nem há de ser futuro,
 Porque é amor!

É-o, sendo,
Simplesmente.
Porque é amor,
O amor, que é amor, não tem duração,
Está fora do tempo,
Não é passado,
Nem futuro.

O AMOR "É"...
É o "presente", a cada dia.
 Vivo, imenso, intenso,
Como o é, a própria VIDA.
 E quem ama...
Ama e vive, na eternidade...<3

 Maria João V.
14.04.2016

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08.04.2016




Não sei se já pensaram nisso...
Mas, parece que o relacionamento entre as pessoas é, na verdade, um relacionamento entre "pensamentos"...


"Identificamo-nos" com as pessoas que partilham da nossa forma de pensar...
E, nesse "processo de identificação", aproximamo-nos ou afastamo-nos, uns dos outros...


Aproximamo-nos ou afastamo-nos, uns dos outros, de acordo com as "imagens" mentais que criamos, ou em que acreditamos...


A interpretação, ou representação mental de alguma "coisa", é sempre subjetiva, porque criada com as cores e tons, que temos disponíveis na paleta dos pensamentos, da memória, das experiências vividas...


E nessa paleta colorida ou monocromática, consoante cada estado de espírito, consoante cada fase e momento, criamos o mundo em que vivemos e com o qual nos relacionamos: com as ideias, connosco próprios, com as pessoas, com todas as coisas...


Relacionamo-nos, mentalmente...
Um mundo de ideias e de pensamentos, em relação com outro mundo de ideias e de pensamentos...não raras vezes, esgrimindo pela vitória da "razão"...


Será difícil começarmos a relacionarmo-nos, também, com o coração?

Aproximemo-nos, mais um pouco...
Um pouco mais...

https://www.facebook.com/events/206482133065749/


***

E foi assim, o céu do entardecer que contemplei, hoje, através da minha janela...
Sublime, harmonioso,

E ali estava...
Sempre novo, como a própria vida...

Distante, intocável pelo pensamento humano,
Intocável pelo sofrimento e agonia...

Não era um céu de esperança,
Nem de crenças,

Nem ali se apresentava,
Buscando intérpretes ou interpretações...

A sua energia, a sua cor e luz eram suficientes...
Preenchendo as mais pequenas coisas...
Apaziguando as trevas...

Nada mais era necessário...
Senão, o que ali, se produzia e manifestava,
Para quem o quisesse ver...

Ali, naquele momento de comunhão,
A bênção da própria vida...
Renovando, a mente, a alma, o corpo e o coração...





MJ

07.04.2016


*****



«EDITORIAL


É outono, começou a chover e a terra está saciada


No livro da vida, mais um capítulo, referente ao ano de 2015, está prestes a terminar.

Nestes últimos meses, consciente ou inconscientemente, tornamo-nos mais reflexivos. E, não raras vezes, no movimento do silêncio, evadimo-nos do presente, encetando uma meteórica viagem ao “reino das memórias”, em cujo palácio há salas onde se guardam, como tesouros, alegrias e tristezas e as imagens vivas dos rostos e sorrisos dos que já partiram.

É lá, que o passado e o presente se reencontram, nos nossos pensamentos.

Em boa verdade, não sabemos viver o dia do “hoje”, sem a sombra dos muitos “ontens” já vividos…Mas, a vida acontece, verdadeiramente, no “agora”, no momento “presente”.

E, não é possível viver consciente e plenamente, quando estamos, repetidamente, a olhar para trás.

Por isso, não fique preso às suas experiências, sejam elas, quais sejam. Viva-as, apenas.

Porque nenhum de nós tem de aceitar, ou de rejeitar os factos que ocorrem na sua vida.

Um facto, é um facto, independentemente de o aceitarmos, ou não.

E pense nisto: não podemos mudar os factos, mas podemos decidir, cada um de nós, sobre a forma como os encaramos.

É outono, começou a chover e a terra está saciada.

Saciemo-nos, nós, também, com a vida, vivendo-a de forma presente e consciente, com uma enorme sensibilidade e paixão.»

Por: Maria João Vitorino
Editorial do Jornal Daqui - "União das Freguesias de Igreja Nova e Cheleiros", Edição nº 82 de 11 de Novembro 2015, disponível em





01.11.2015



E, por aqui, estamos nós...
Mais um fim de semana volvido...


Cada um de nós, provendo ao imediato, com os seus próprios afazeres,
Cada um de nós, gerindo a própria vida, e a dos seus,
Cada um de nós, vivenciando os seus próprios "dramas", que parecem avolumar-se, mais e mais,

Cada um de nós, assomando, espreitando, de quando em vez, o mundo "exterior"...
Esse "mundo" que parece "colapsar" ao nosso redor: depressões, suicídios, demências, doenças crónicas e terminais, desemprego, miséria, solidão...

Cada um de nós, com os seus próprios dramas pessoais e familiares, que nos desgastam e consomem toda a nossa energia...
Cada um de nós, focalizado e interessando-se pela própria vida: a sua vida particular...
(...)

Afinal, cada um de nós vê e pensa a (sua) vida em "fragmentos", "dividindo-se" a cada dia, no cumprimento dos múltiplos papéis que assume: somos pais, mães, filhos, filhas, educadores, profissionais, etc, etc...
E, a quanto custo, conseguimos gerir, a cada 24 horas, todos esses fragmentos...
E, é assim, que vivemos...correndo...fugindo de nós mesmos...
Cada um de nós, atuando no palco da vida, quase mecanicamente, absolutamente condicionado e "sufocado"...

E vivemos, por aí, no calendário e relógio da vida, absolutamente "desligados" uns dos outros...
Tantas vezes, no pouco tempo que nos resta, verbalizando discursos incoerentes,
Repetindo, como um mantra, "frases feitas" que lemos algures, por aí...
Imitando, ajustando-nos a padrões e à moral social...
Parece que, ainda não compreendemos que somos, cada um de nós,
um elo da "cadeia humana".
Somos, cada um de nós, o "último" elo dessa mesma cadeia.
Somos, cada um de nós, representantes da espécie humana.
E, por isso mesmo, somos, todos e cada um de nós, parte do "todo".
Somos, cada um de nós, habitantes de uma só Terra...
Somos, todos e cada um de nós, elementos da mesma família que, geração, após geração, nos fomos dividindo, mais e mais, por nações, fronteiras, povos, raças, classes sociais, famílias, religiões, tradições, sistemas culturais, políticos e económicos...
E, agora, cada um de nós, comporta-se como um estranho em relação ao outro...
Desconfiamos, uns dos outros: do vizinho, do amigo e até de alguns elementos da própria família...
E na busca de segurança e conforto, isolamos-nos muito mais, do que nos relacionamos...
E, poucos de entre nós, se interessam pela existência humana na sua totalidade...
Vivemos fechados, enclausurados nas nossas "redomas de cristal", sem portas, nem janelas, em "modo" de auto defesa...
E, aqui, estamos nós...
Somando afazeres e, consciente ou inconscientemente, vivendo em fuga de quem somos...
E nunca aprendemos a amarmo-nos a nós mesmos,
E, se nunca aprendemos, verdadeiramente, a amarmo-nos a nós mesmos...
Como poderemos conhecer o amor?
Ninguém aprende o que é o amor, lendo livros ou falando sobre o que é o amor...
Onde não há respeito por si mesmo, não há amor...
Como poderemos ajudar, amar o "próximo" se não conhecemos o amor que nasce e se manifesta em nós mesmos?
E, cá estamos...
Isolados, doentes, desesperados, exaustos, sem energia...sucumbindo, uns após os outros...
E, apetece-me perguntar:
- Como poderemos nós viver a VIDA de uma forma plena e integral, "dissociados" uns dos outros?
Somos uma "parte" do "todo".
E cada "parte" (você e eu, cada um de nós), pertence ao "todo"...
E o "todo"... é a HARMONIA, o equilíbrio...
O "TODO" é a própria VIDA...
E a VIDA merece ser, plenamente, vivida...
Quando aprendermos, verdadeiramente, a amar, não cultivaremos a "separação"...
Porque no AMOR, não há ofensa, nem perdão, nem "separação" entre "irmãos" de raça...
Quando se ama...só há AMOR...
Porque o amor não é coisa intelectual...
Vale (tanto) a pena refletir, refletir, refletir...











14.09.2015






13.08.2015



Vejo tanto sofrimento...drama...doença...vazio...dor...solidão...

Se pudéssemos, todos, refletir e pensar sobre a melhor forma de libertar o homem do sofrimento...
Porque não procuramos, não refletimos, na "causa" do sofrimento?

É que...nenhum acumulo de conhecimentos, nenhuma abundância de rituais ou de explicações poderá libertar-nos do sofrimento...

Poder-se-á dizer que nos "habituámos" a ser "sofredores"?

A aquisição de conhecimentos é necessária...mas,

Ás vezes, perdemo-nos na "busca" pelo conhecimento...

Ás vezes, na busca pelo conhecimento, perdemos o coração, a sensibilidade e a humanidade...

Ás vezes, vagueando pelo "conhecimento" esquecemo-nos de olhar o céu...de procurar a natureza...

Ás vezes, vagueando pelo "conhecimento"...perdemo-nos de nós próprios e tornamos-nos incapazes de nos "revermos", uns aos outros... num simples olhar...

O acumulo de conhecimentos não nos permite descobrir as camadas mais profundas do SER...

Talvez seja por isso...que as nossas vidas estão cada vez mais vazias...

Poderão a aquisição e o acumulo de conhecimentos sarar todas as nossas feridas?
Cultivando somente o intelecto, de coração vazio...não nos perdemos de nós mesmos?

Apenas, hoje, reflito...


*****


05.08.2015


«Eu sou aquilo que há dentro de mim...

Sou aquilo que escrevo, 
Aquilo que vejo,
penso,
imagino,

Aquilo que faço,
ou não faço...


E na junção de todas essas "coisas",
sou, também, aquilo em que me transformo,
por efeito da junção mágica dessa alquimia...


Há, ao que sinto, um "segredo", que antevejo, perceciono e escuto,
num murmúrio inaudível, por desvendar...

Há, talvez, um "eu" mais profundo do que o próprio "eu" ...
Que habita um mundo interior, submerso, invisível, desconhecido... 

Apenas, hoje, desejo caminhar e entrar nesse mundo interior,
Ser, ver e ouvir, com o coração desperto, lá onde os outros não vêem...

Apenas, hoje, fecho os olhos e devolvo-me a mim mesma...

Hoje, sou exploradora...aventureira decidida...
Procurando o "eu" submerso...
Que me há-de devolver, de novo, à vida, e à natureza de "quem", verdadeiramente, sou...»

                                                                                     ****

Sim! Sou contra os maus tratos e abandono de animais.

«Assisti, um destes dias, através de uma rede social, a um registo em vídeo, da história (verdadeira) de um cão abandonado que padecia de sarna severa e que recuperou, graças à intervenção de homens e mulheres pertencentes a uma associação indiana, a Animal Aid Unlimited.

Aquela história não era, apenas, a história de um cão abandonado era, em boa verdade, uma história de amor, de toque humano, com um final feliz.

E as palavras que, sobre ela, aqui pudesse escrever não teriam, com toda a certeza, o poder de reproduzir as imagens, vivas e reais, a que acedi e que nos falam – para quem tenha a sensibilidade de as compreender - de amor e de compaixão, entre os seres vivos.

Mas, as palavras não são omnipotentes…e se podemos, com elas e através delas, tentar descrever os factos, as palavras não são, contudo, os próprios factos. E falando de factos…

Estimados leitores: estamos no mês de julho e como, infelizmente, acontece todos os anos, muitos animais domésticos serão abandonados nas ruas, à sua sorte, por este ou aquele, motivo. Sendo que – e sublinho - jamais existirá motivo suficientemente forte para poder justificar a violência em que se traduz o abandono e o afastamento de um animal de estimação, da sua própria “casa”…

Porque a violência não é, apenas, o ato de matar ou de agredir alguém…pode haver violência no uso das palavras, num gesto de desprezo, até num simples olhar…

Mas, por detrás das palavras e dos gestos, existem as pessoas que abandonam… e que, fazendo-o, se revelam, a final, a si próprias e tornam flagrante a sua própria “incapacidade” de amar e até… de ser amados…

Li algures, que se estima (porque ao que sei, ainda, não há estatísticas) que, por ano, são abandonados cerca de 10 mil animais domésticos em Portugal. Pois é, leram bem, estimados Senhores e Senhoras leitores: cerca de 10.000 animais são “atirados”, todos os anos, para as ruas.

Mas, relembro-lhe que: maus tratos e abandono de animais de companhia constituem crime! E se tiver conhecimento ou presenciar situações desta natureza, denuncie! »

Este artigo consta do Jornal Daqui (http://www.jornaldaqui.com.pt/) a páginas 11, cuja leitura recomendo a quem ama os animais. Porque denunciar é, tão, preciso!

“Os males e sofrimentos promovidos sobre a inocente, indefesa e leal raça animal
é o capítulo mais obscuro da história inteira do planeta.”

Edward Freeman




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Se, por vezes, se sente, algo "marginal", "sózinho", incompreendido"...

Saiba que, também eu, muitas vezes, ao longo da minha vida, me senti assim...

E, outros mais, iguais a nós, também...

O caminho para a paz não se encontra nos livros, nem nos mestres, nem em qualquer autoridade exterior a nós mesmos...
O caminho para a paz é o da maturidade espiritual e humana, que se constrói a cada passo...a cada dia, no viver do singelo quotidiano...
E a cada dia, a cada hora, a cada instante, é preciso escutar os silêncios, ler nas entrelinhas, repensar as palavras, renová-las, torná-las adequadas a um diálogo que esclarece equívocos e promove a compreensão, o perdão e a aceitação...

Porque, não há tempo, para não sermos quem verdadeiramente somos...
E, ainda, que nos tornemos "loucos" ...

Encontraremos, finalmente, a liberdade como segurança na nossa loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendidos...

E, ainda, como dizia o poeta espanhol António Machado:

«Caminhante, são teus passos
o caminho e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar se faz caminho,
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se voltará a pisar.
Caminhante, não há caminho,
mas sulcos de escuma ao mar.»

15.07.2015




03.07.2015


Em tempos idos, foi semeada a semente da VIDA, 
do Amor, da inteligência, da inocência, da existência física...


Dizem os antropólogos que o Homem habita este mundo há cerca de dois milhões de anos...

Em que momento, desse tempo, nos perdemos de nós próprios?

Em que momento, desse tempo, perdemos o contacto com a natureza?
 

Em que momento, desse tempo, nos separámos, uns dos outros?

Em que momento, desse tempo, perdemos o nosso maior tesouro: a sensibilidade?



07.06.2015

Aquele que AMA, verdadeiramente, SERVE ...
 porque nele reside o AMOR...

Aquele que AMA, expressa o AMOR...
amando todos os seres vivos...

Aquele que AMA ,não perdoa,
 porque não se ofende...

E não se ofende, porque AMA...
é AMOR.

Aquele que AMA não propala o AMOR...
AMA.

O AMOR não se aprende nos livros,
 não é uma palavra...

O AMOR é o "PLENO"...
o AMOR é o "TUDO"...

AMAR é, de todas, a melhor qualidade do SER...

Um dia, quando, finalmente, nos reencontrarmos com a nossa própria essência interior...

Compreenderemos, verdadeiramente, o que é o AMOR...

E viveremos como "irmãos"...


MJV



23.04.2015


Sabem? Não vale, mesmo, a pena contradizer os outros...
Não é necessário que reconheçam a "nossa razão"...


Afinal, aquilo a que chamamos "realidade"

 não é nada mais, nada menos,

do que a "interpretação" que cada um de nós faz dos acontecimentos da vida real...
Quando estamos "furibundos", a nossa visão da "realidade" apresenta-se, algo distorcida...

Mas, pense nisto: as ideias e pensamentos criados pela nossa mente não são os factos em si, certo?

A ideia que tenho de uma determinada árvore, não é a própria árvore...

Ela existe, ainda, que não haja ninguém na superfície da Terra para pensar sobre ela...

A final...o que sabemos nós?
`

«Apenas, hoje, não me zango...»

MJV





05.04.2015

(...)


… A mais genuína meditação...

Já tentei muitas técnicas de meditação e não me revejo em nenhuma delas…

Meditação é contemplação, observação sem palavras, nem conceitos, padrões ou estereótipos…

Já nem sei quantas vezes meditei, assim, apenas, olhando o céu…

Já nem sei, quantas vezes meditei observando a manifestação do sopro do vento nos ramos das árvores, no cair das folhas ou na contemplação de uma flor…

É nesses e em cada um desses momentos 
que o coração e a mente se associam, no silêncio e na paz...

E juntos, se complementam e revivem o mais profundo mistério do "SER"...

A verdadeira e mais genuína meditação não vem nos livros, nem pode ser transmitida por nenhum Mestre, Professor...nem por nenhuma outra pessoa...

A mais genuína meditação não compreende técnicas, regras, rituais,
 nem qualquer outro movimento de manipulação mental 
que pretenda evitar pensamentos ou distrações...

Porque...Meditar... não é uma questão intelectual...

Por isso, para meditar, não é preciso vestir as vestes do monge ou asceta...

Por isso, para meditar, não é preciso usar mudras...

Por isso, para meditar, não é preciso entoar cânticos,

Por isso, para meditar, não é preciso utilizar técnicas de respiração...

Porque para a mais genuína meditação basta estar vivos...
E sentir com todos e cada um dos nossos sentidos,

E deixando-nos ir ...nesse raro movimento de sons da natureza e da vida ao nosso redor...

Percorrermos e saciarmo-nos na profundidade do Ser...

Até esse ponto em que a sensação de existência e de peso corpóreo quase desaparece...

Para, então, nos rendermos nesse espaço, nessa vaguidade plena,
 em que somos tudo e
 onde se encontra a PAZ e o AMOR

Meditar faz-se com o coração...
a toda a hora, sempre que o quisermos fazer e

 não tem princípio, nem fim...





19.03.2015






04.03.2015



URGE, impõe-se uma séria REFLEXÃO...

Porque quando nos referimos à "mente", ao "pensamento",
 "consciência" e "cérebro"...
falamos de todos, 
ou cada um deles, 
como se existissem separados de "nós" próprios...
Ou, pior...
como se fossem nossos inimigos...

E dizemos:
 "aprisionam-nos"...
"acorrentam-nos"...
é preciso dizer-lhes:
-  "Basta."...

Mas...e pergunto...

A “mente", o "pensamento", a "consciência" e o "cérebro"... 
existirão separados de "nós" (deste SER pensante...)?

Afinal...

quem é este "nós" que pensa e que...
 assim... se "disseca" a si próprio?

A mente, o cérebro, a consciência, o pensamento...
SOMOS NÓS...

E somos "nós" quem se deixa "aprisionar pelo tempo"...
Não é a "mente" que permite que o tempo que criámos nos acorrente...

SOMOS NÓS quem se acorrenta a si mesmo...

Observar a mente...não será fácil...
porque, a mente somos nós...

Conseguiremos observar-nos a nós próprios,
 olhar a nossa mente como se fosse outra "coisa" separada de nós?

Se como costumamos ouvir e dizer, por aí,
“ a mente e o tempo fazem de nós seus prisioneiros”…

Não será porque, na verdade...
não percebemos, ainda, nada de nada?

Parece que há um “estranho” dentro de cada um de nós...


É, pois, AGORA, chegado o tempo de nos "sentarmos" com esse "estranho"…
Esse estranho que existe dentro de nós...
e tentarmos compreender quem ele, verdadeiramente, É...

E não me canso, aqui e ali, de o afirmar...

"Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo."
Inscrição no oráculo de Delfos (650a.C.-550 a.C.)



03.03.2015



Foi o pensamento quem inventou o tempo...

Senhor Todo Poderoso, o pensamento, pode, num momento,"varrer" o tempo...

Mas, o tempo que é produto do pensamento,
 tem o condão de mudar o próprio pensamento...

O tempo domina, nestes tempos, o próprio pensador...
E tornou-se o seu maior opressor...




02.03.2015


O nosso cérebro e a enorme energia nele contida foi programado para darmos atenção à vida exterior...

Durante anos...concentrámo-nos no exterior de nós próprios...

Desenvolvendo e expandindo as nossas capacidades para interagir e estabelecer relações com o mundo exterior à nossa volta...

E, andando por aí, nesse ímpeto de sobrevivência, conquista e competição... perdemo-nos de nós próprios...

E perante o imenso vazio, sofrimento, agonia, ansiedade e stress do dia a dia, procuramos AGORA o "caminho" de regresso...

A transformação do mundo exterior que conhecemos, começa, inegavelmente, por uma mudança interior...

E...não temos muito mais tempo...
Não há, por isso, tempo nenhum a perder...


"Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta." Carl Gustav Jung

****************

19.02.2015


Às vezes...penso se a beleza das árvores, das flores, do Sol, do céu e do seu manto crepuscular, dos rios, dos mares e das montanhas... não será suficiente para mostrar-nos que...é possível VIVER em harmonia...
Às vezes...fico assim, pensativa...heart emoticon



2015.02.06

As palavras têm a intensidade e a vibração de quem as expressa. 

Mas, nem sempre, aquele que as ouve as entende, ou as interpreta, com essa mesma força e intensidade...ou lhes dá o significado pretendido por quem as profere…

Se olharmos ao nosso redor, percebemos que "Ser simples" não é "coisa" fácil...

E quase me atrevo a dizer que, ao que parece, a simplicidade (que tanto almejaríamos) se perdeu por aí...sendo difícil encontrá-la em cada rosto, em cada coração…na relação com os outros, com as coisas, com a vida...

Carregamos em nós as memórias e as vivências do passado e esquecemo-nos, de facto, de VIVER a cada dia, a cada instante...

E ironicamente, esquecemo-nos que cada instante, pode vir a ser o último desta experiência humana...

Esquecemo-nos que é a cada dia que construímos o amanhã,
Esquecemo-nos que é a cada instante, a cada microsegundo, que a VIDA acontece… 

Heraclito dizia algo do género: "Não entramos duas vezes nas águas de um mesmo rio, e se entrarmos, não somos nós que entramos." E dizia-o porque as águas do rio são sempre novas, renovadas e a cada instante. 

E, nós somos, também, em todos os sentidos, físico, mental, emocional e até espiritual, sempre novos...

Mas, caminhamos a cada dia, com um saco de pedras pesadas, às costas, como condenados às galés…

Cada uma dessas pedras representam o passado e cada uma das vivências mais marcantes: mágoas, dores, o sofrimento...(é evidente que há momentos de alegria, mas como se diz, por aí, o mal, nunca esquece!).

E, a cada dia, os nossos gestos, atitudes e reações hão-de refletir essas memórias, esse passado...

Se fomos feridos, havemos de ferir…

Quem foi magoado, magoa…

Não é, pois, nada fácil que cada um de nós abandone a sua carga emocional...que permitimos ficasse gravada a sangue e lágrimas...

Como se tivessemos criado raízes no passado...e frutificado (ou não) a partir daí...


Mas, o último passo que dermos em qualquer caminhada... pode vir a ser o primeiro da nossa vida…


VIVER DE FORMA SIMPLES, É A FINAL TÃO SIMPLES… 

SER SIMPLES É VIVER....

E não temos de fazer qualquer esforço, nem seguir técnicas, nem conquistar fórmulas…só temos de estar presentes a cada instante, em nós, prestando atenção a cada momento…em silêncio, como o fazem as árvores e as flores…

Não vemos o mundo com os olhos, vemos através deles…

E quem vê o mundo é a nossa consciência…



Uma mente tranquila, quieta, inocente…JAMAIS pode ser ferida.

MJV


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A  "nuvem da alienação" paira por aí...
E aqui estamos nós...sempre ocupados...com as horas de cada dia preenchidas meticulosamente, no zeloso cumprimento dos nossos afazeres familiares, profissionais e sociais.E como somos extraordinários!

Vivemos a "mil à hora", provendo ao imediato, somando tarefas e responsabilidades...
E o "tempo" nunca sobra...as noites são curtas, os fins de semana e as férias passam a correr...

Estamos sempre ocupados: a trabalhar, a cozinhar, a ler, a estudar, a cuidar dos filhos, dos Pais, disto e daquilo, a ver um programa de televisão, etc, etc...
E concluo, a final...se não estivéssemos sempre ocupados...teríamos de estar sózinhos, connosco próprios...
E querem saber? Conheço tão poucas pessoas que saibam estar (bem e tranquilas) consigo mesmas... heart emoticon
MJV
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28.01.2015

«Há mel nos seus olhos quando você não está raivoso.
Há um brilho de sol no seu rosto quando a sua mente está pura.
Plumas nas suas mãos quando você toca sem pegar.

Há pétalas nos seus pés quando caminha com alegria.
Há música na sua voz quando você sorri.
E há luar nas suas noites quando você é livre. »

Thich Nhat Hanh
***



« O silêncio não é ausência de som, mas um estado de consciência que nos torna capazes de refrear qualquer reação da mente ao que é visto ou ouvido.
Por exemplo, podemos ver e reconhecer uma sombra na parede, uma figura assustadora, e não ter uma reação de medo, sabendo que é uma sombra.

Quando a consciência tiver atingido o conhecimento de uma força, de uma lei, uma substância, uma causa - a unidade - não mais responderemos com medo, dúvida ou horror a qualquer coisa vista ou ouvida;


e então a consciência terá ido além da força e atingido o Silêncio - a cura da consciência. »

Joel S. Goldsmith

***
01.01.2015
A todos quantos navegarem por este blog, desejo um MUITO FELIZ ANO DE 2015!

Deixo-vos a mensagem que escrevi no Editorial do Jornal Daqui (edição de 31.12.2014) para o novo ano, publicação cuja leitura vos recomendo:

«- PEDRAS NO CAMINHO? Apoio, nelas, os meus pés, e um dia, hei-de subir ao céu...
(...)
Para saber que no mundo há muitas coisas que não vão bem, basta ter olhos, ouvidos e coração, para ver, ouvir e sentir.

Mas, é preciso que não nos rendamos à adversidade e resignação.

É preciso que aceitemos, serenamente, as pedras colocadas no nosso caminho, não para nos sentarmos nelas vertendo copiosas lágrimas, mas para que nos sirvam de trampolim para apoiarmos os nossos pés e nos impulsionarmos para uma realidade melhor.
Pessoalmente, não acredito na fatalidade dos clássicos gregos, porque eu sempre vi vencer os otimistas, corajosos e decididos. E, ao longo da minha vida, descobri que fechar a porta a um homem, ou mulher, decidido a continuar, é tão inútil como instalar uma porta num descampado.
Por isso, não me preocupam os profetas que anunciam a queda do Sol, a crise ou, até mesmo, o fim do mundo. É que, a cada dia, tenho razões mais do que suficientes para dar graças a Deus pelo Sol que nos alumia.
E se tiver de cantar o triste fado, cantá-lo-ei, sorrindo…E se um, ou outro dia, me apetecer chorar, chorarei a cantar, como o dizia a nossa saudosa Amália Rodrigues.

Neste instante, tudo o que eu sei é que este ano de 2014 encerrará no dia 31 de dezembro. Por isso, tenho a obrigação de encher de vida, ternura e amor todas as horas que me restam até ao novo ano.
Depois, se o novo ano de 2015 vier, e eu ainda existir por cá… recebê-lo-ei com um enorme sorriso e tentarei, a cada dia, dar o meu melhor. 
Para todos vós, Ilustres leitores do Jornal Daqui: FELIZ ANO NOVO!»

Publicado em: http://www.jornaldaqui.com.pt/

12.12.2014


«Soube tocar o coração do seu amigo até atingir as cordas mais profundas e

 suscitar nele a primeira sensação, ainda indefinida, 
daquela melancolia eterna e sagrada que uma alma escolhida,
 uma vez tendo-a experimentado e conhecido, 
nunca mais trocaria por uma satisfação barata.»

Fiódor Dostoiévski




22.10.2014


Apenas, HOJE, escuto...
Para além de todas as teorias ou opiniões,
que são, apenas, dos "outros",
Apenas, HOJE, liberto a minha mente 
Liberto-me de todos os condicionamentos,
julgamentos, críticas e condenações,
Apenas, HOJE, respiro para além de todos os acontecimentos exteriores,
Apenas, HOJE, assumo a consciência da minha própria ignorância,
E coloco em causa toda a formatação e ilusão do conhecimento,
Como ser humano, não sei quem sou...
Para além deste corpo que habito, deste pensamento que agora escreve,
Não sei quem sou...
Por isso, antes que a morte sobrevenha,
Parto, agora, à descoberta de mim...
Hoje, apenas SINTO... 

Maria João Vitorino



«ESTE É O MUNDO QUE CONSTRUÍMOS – E O QUE VÊM OS SEUS OLHOS?»



Vamos parar um pouco e olhar à nossa volta.
Em termos de relações sociais, o que vemos?

Os meus olhos e o meu coração assistem a sofrimento, tristeza, depressão, tentativas de suicídio, doença, solidão, incompreensão e dificuldades no relacionamento humano, entre muitos, muitos outros problemas.

É com essa mesma realidade que nos deparamos nas televisões, internet e na maior parte dos Jornais.

- O que se passa, afinal, connosco?
- O que se passa com esta grande “família” humana?

Será que a crise económica com que nos defrontamos nos torna mais solitários ao invés de nos tornarmos mais solidários?

Pelo menos, aparentemente, parece que a maior parte de nós vive o seu dia a dia representando uma tragédia.

E interrogo-me:

- É este o mundo que queremos, verdadeiramente, mostrar e deixar para os nossos filhos e para os nossos netos?

Afinal, se evidenciamos um padrão de tristeza e constituímos modelos de referência para os nossos filhos, estes tornar-se-ão, também, pessoas tristes e depois, por sua vez, os seus filhos e os filhos destes…

A sociedade na qual vivemos é construída pelo homem, por cada um de nós…
Nós todos contribuímos com a nossa aceitação, senso de obediência e de conformidade para o seu estado atual.

Quando olhamos à nossa volta e paramos, para, simplesmente observar, compreendemos que temos, ainda, muito por fazer.
É tempo de pararmos, de refletirmos e de vermos para além de todos os estímulos superficiais sobre o mundo que construímos a cada instante, no seio das nossas relações pessoais, no âmbito familiar, laboral e socio cultural.

E que bom seria se refletíssemos juntos sobre este tema, para além de qualquer teoria ou crença particular.

Nós, humanos vivemos nesta terra há cerca de um milhão ou cinquenta mil anos…
Vamos conversar sobre o que a humanidade tem feito ao mundo e sobre o que temos feito uns aos outros…

Todo o conhecimento até então adquirido trouxe uma profunda mudança na “mente científica” dos seres humanos.

Mas, atrevo-me a perguntar se todo esse conhecimento foi capaz de transformar o coração dos homens?

E atrevo-me, também, a responder que todo esse conhecimento adquirido não foi capaz, ainda, de nos permitir interiorizar e colocar em prática uma filosofia/prática de vida de respeito e de Amor pelo nosso planeta e por todos os seres vivos.

Todo esse conhecimento ainda não nos permitiu cultivar e desenvolver essa extraordinária capacidade de amar ao próximo…

E, em verdade, em verdade vos digo: a menos que haja uma verdadeira mudança em cada um de nós, o futuro continuará sendo o que sempre foi e o que é, até agora.

É da minha e da sua responsabilidade que caminhemos juntos e que observemos o mundo que criámos.

Eu já empreendi a minha caminhada…
Espero por si?

Um abraço.

Venda do Pinheiro, 08.10.2014
Maria João Vitorino


***

" E depois da tempestade vem a bonança."

Uma luz de um rosa suave entrou, neste fim de tarde, pela minha janela,

Assomando-se, fez-se refletir, palidamente no chão de mosaicos da minha sala,

E difundiu-se pelas paredes,

Reproduzindo-se e multiplicando-se nas zonas espelhadas

Criando uma aura de misticismo e encantamento....

Sorri embevecida à luz do céu com esta visita,

E rendi-me, num sorriso de gratidão e cumplicidade,

Agradecendo este encontro romântico...

Um hino à vida que amo,

Na suavidade da despedida de um fim de tarde...

Apenas, hoje, sou tão GRATA!
Maria João Vitorino - 21.09.2014
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Já ousou escutar a voz dos céus num dia, assim, cinzento, quando relâmpagos, trovões e chuva se abatem sobre nós?


Fala-nos do momento em que nasce a tempestade...tumultuosa, altiva, impetuosa...

A voz dos céus impõe-se perante todos os elementos da natureza...
Clamando que elevemos o nosso olhar em respeitosa atitude ...

Escute bem...
Há uma voz que fala...é uma voz ténue que só o coração dos seres mais sensíveis pode ouvir...

Escute para além do silêncio das orações mudas que os mais velhos entoam...

Escute, para além dos medos e temores das crianças que se refugiam no nosso colo e braços...

Escute...porque há uma voz que fala...
Há uma voz que vibra, quase inaudível...que pede que assista e comungue, em respeitoso silêncio, desse momento de batismo e de renovação...

Terra, água, ar e fogo associam-se e vibram neste intenso momento de renascimento e regeneração...

Porque tudo se transforma...e a sua vida também...

Depois, da tempestade, vem a bonança...trajada das cores do arco íris.


Venda do Pinheiro, 21 de Setembro de 2014


MJV









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«Maria João, o seu Pai morreu?»

Meus queridos Amigos e Amigas,
Porquê, o velho e cruel estigma da "morte"?

Respondendo a tantas perguntas que me têm sido formuladas, eu respondo-vos olhos nos olhos, coração, com coração...

Não. O meu Pai não "morreu".

Não morreu, porque aqueles que amamos nunca morrem...
Não morreu, porque no Amor não há separação...

Agora, quando olharem para mim, perceberão essa indelével mudança...
O meu coração acolheu a sua consciência, a sua vibração...a sua Luz
Meus adorados amigos, estou, agora, "grávida" de coração...

Não entendi os mistérios da morte...
Mas, despojei-me do véu da separação...

Na verdade, o meu Pai muito amado, não nasceu, nem morreu...
O meu Pai muito amado, apenas fez uma breve passagem, por entre nós...

O seu corpo desceu à Terra, e foi por ela acolhido e abraçado...
E a sua alma?
Ah....essa foi recebida numa imensa celebração, na vibração eterna do AMOR no reino dos céus.

Sinto-o tão livre....tão grande...tão amado...
E, por isso, sinto-me, imensamente, amada e protegida...

Por isso, quero pedir-vos, na vibração desse AMOR...que entendam...
E que, por favor, não me perguntem se o meu Pai morreu...

Não. o meu Pai, não morreu...
Porque...a morte não existe...

Um mui afetuoso abraço, de mim, para todos vós.
Maria João V.



14.06.2014

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«RESGATAR A SENSIBILIDADE É PRECISO! 


«Olhai para os lírios do campo, como eles crescem.»


Num mundo, como o nosso, em que todos vivemos em passo acelerado desatentos e insensíveis à beleza e à própria vida, é bom encontrar pessoas sensíveis.

É sensível quem se comove perante a adversidade, quem facilmente se coloca na posição do outro, quem se enternece e comove perante o choro de uma criança, quem se comove com o olhar perdido de um adulto, ou a tristeza ou a falta de expectativas de um idoso…

Ser sensível é ter a faculdade de sentir profundamente. E, perante sentimentos profundos, soçobram todas as palavras, as teorias filosóficas e as opiniões.

Mas, é importante que se diga que ser sensível, não significa que nos abandonemos, a toda a hora, ao sofrimento, à dor e à tristeza. Porque é necessário que saibamos agir com inteligência emocional suficiente de modo a não nos despenharmos, por um tempo interminável, numa tristeza desmedida, suscetível de nos conduzir a eventuais depressões.

Essa sensibilidade há de permitir-nos ver, também, que não são os factos, os acontecimentos da vida real só por si que nos entristecem.
O que, verdadeiramente, nos faz sofrer são os nossos próprios pensamentos e as interpretações que nos permitimos fazer acerca desses mesmos factos.

Repare bem: uma árvore é uma árvore e não aquilo que cada um de nós pensa acerca dessa árvore.

Mas, peço-lhe que reflita nisto: as nossas interpretações da “realidade” estão viciadas pelas nossas experiências e vivências, pelo nosso sistema de crenças e convicções. Por isso, um qualquer acontecimento da vida real, pode gerar muitas e diferentes opiniões e outras tantas “verdades”…

Temos de observar o que é, para além de qualificações, de interpretações ou de opiniões.

Se os problemas com que nos defrontamos são processados através do nosso pensamento, temos todos de refletir e de pensar em enfrentar a realidade de maneira nova e diferente. Porque, o controlo dos nossos pensamentos impedir-nos-á de sofrer inutilmente…

É, também, preciso sensibilizar as nossas crianças para o positivo, para o que lhes faz bem, para o que lhes pode dar segurança e confiança em si próprias.

Cada um de nós precisa de estar mais atento ao momento presente e de exercitar essa extraordinária sensibilidade, essa imensa capacidade de ser sensível ao que nos rodeia: ao amor da família, à amizade, à beleza das flores e das suas formas e cores, à beleza do sol poente, do mar calmo ou de uma noite serena.

A sensibilidade não é uma emoção que chega e que desaparece de seguida, a sensibilidade envolve todo o nosso ser…E quando a sensibilidade se associa à simples e genuína observação (para além do significado das coisas…), colhemos a inteligência necessária para ver as coisas como verdadeiramente são, sem nenhuma fórmula ou opinião. E é, nesse exato momento, que a vida se revela em todo o seu esplendor…

Precisamos de transcender as limitações do pensamento e de nos redescobrirmos genuinamente como indivíduos.

O presente é seu e você é o único responsável pela sua vida.

- Sabe? Não é importante ter-se razão…o importante é ser feliz e estar bem consigo próprio.

CARPE DIEM, aproveite o dia, porque o passado já era e o futuro ainda não chegou!

Maria João V.

No «Jornal Daqui»


«Estou na meia idade.
E quanto mais envelheço, melhor me sinto...
Porque concluí, assim, sem mais, que não se envelhece, por dentro...

Optei por colocar de parte todas as velhas "teorias", conceitos ou padrões:
Não vejo mal ao pé, vejo cada vez melhor!
Não me sinto cansada, tenho cada vez mais energia!
Não quero, nem alimento estados de "doença", aliás, a cada dia que passa, sinto-me, cada vez, melhor!
E, principalmente, não me queixo da VIDA.

Ainda que, me defronte com adversidades,
Assisto, todos os dias, a verdadeiros "milagres",
Porque a meia idade trouxe-me a capacidade e o discernimento necessários para estar, verdadeiramente, "atenta" a todas as manifestações da VIDA...
Numa qualquer espécie de "super-poderes": expressos em intuição, instinto, clarividência...

É "tempo" de "despedidas"...
Bem o sei...(e...como, o sei...)...
É o "tempo" do desapego...
Mas, o coração dos vivos, será sempre a morada eterna para aqueles que partem...
Tornar-se-ão imortais,
Viverão na nossa memória, no nosso coração...amados pela eternidade.

Hoje, estou muito mais consciente da VIDA que existe em mim,
Hoje, sinto, verdadeiramente, a VIDA, para além do tempo e do espaço,
E, sinto-a e aprecio-a, a cada instante...

E enquanto existir um sopro de VIDA, viverei inteira, plena, e conscientemente.
Porque deixei de desperdiçar o meu "tempo"...
Deixei de me desperdiçar...
E à VIDA que existe em mim.

Creiam que, onde quer que me vejam,
Onde quer que eu esteja,
É, lá, que quero estar e estou!

Tentando VIVER o tempo que me resta, na vibração subtil, mas eterna, do AMOR...
Até que um dia...o nosso PAI me chame à sua presença.» 

08.04.2014 - Maria João Vitorino


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«Onde não puderes amar, não te demores.»

Augusto Branco


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«Um velho mestre sufista sabia muito sobre a vida e o mundo. Por isso, muitas pessoas viajavam para ir ter com ele, para lhe fazerem perguntas.
Certo dia, chegou um jovem que lhe perguntou:
- Mestre, qual é o segredo da tua longa vida?
- É que eu nunca contradigo ninguém - respondeu o velho.
O jovem, olhou-o, incrédulo: - Mas, isso não pode ser o segredo todo!
- Sim, tens toda a razão: isso não pode ser o segredo todo - retorquiu o velho, sorrindo. 
E a sua voz não denotava nenhuma contradição... » 



                                                           ********** _/\_*********

«No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento.
Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. 
Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. 
Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar.
A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia. »

Johann Wolfgang Von Goethe
                                                             

                                                            ********** _/\_*********
«Sê»
«Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
(Pablo Neruda) 

                                                             ********** _/\_*********


«Uma prece silenciosa é mais poderosa que um ato consciente; 
por isso, quando me sinto sem ajuda, oro sem cessar, na certeza
de que uma prece nascida de um coração puro nunca deixará de ser atendida.»

Mahatma Gandhi


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«Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário....
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo...
- Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba...
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de sí mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não lhe tem feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomeçe, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço!»
Fernando Pessoa


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«Meu Deus! Como é engraçado.
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o laço.
É assim que é o abraço (...)

Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas não pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
Então o amor, a amizade são isso.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.»

Mario Quintana

                                                         
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«Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida.
- Ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
- Onde leva?
Não perguntes, segue-o!»

Friedrich Nietzsche





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“Minha vida mudou muito nos últimos anos.
Eu mudei muito nos últimos anos.
Mudei sem oferecer a menor resistência.
Mudei sem me surpreender com as mudanças.
Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram.
Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma.
E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém.
A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas.
Mas um dia, finalmente, a gente acorda.
E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.”

 (Clarissa Corrêa)




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«Há uma grande angústia em todos os corações – a angústia de não conhecer a si mesmo, a angústia de não saber de onde viemos e para onde estamos indo, quem somos e do que se trata a vida.
 “Qual o sentido da vida?” – essa é a nossa angústia, o nosso desespero.
A vida parece ser tão fútil, completamente sem sentido, uma repetição mecânica. Você faz as mesmas coisas repetidamente: para quê?
A angústia vem do fato de que os homens se sentem como se fossem um mero acidente: não parece haver um significado, uma importância.
 E os homens não podem viver sem uma experiência de significação, sem sentir que contribuem de forma relevante para o mundo, que são necessários para a existência, que estão realizando algo muito significativo, que não são apenas um fenômeno inútil, que não são acidentais.
A menos que seja possível ver a vida dessa forma, uma pessoa viverá angustiada.»

OSHO

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