domingo, 1 de janeiro de 2012

- REIKI E RELIGIÃO


Mikao Usui, foi o “redescobridor” do Reiki, nasceu na província japonesa de Gifu em 15 de Agosto de 1865 e morreu em 9 de Março de 1926 em Fukuyama.
Consta que foi reitor de uma Universidade e que era padre católico, todavia esta última referência pensa-se ser muito duvidosa…
Efetivamente, ao que se pensa, ou pensa saber, foi Hawayo Takata, quem, por forma a divulgar o Reiki e permitir a sua aceitação no Ocidente (atente-se às relações “agitadas” entre o Japão e os EUA, na iminência e convulsões inerentes à 2.ª Grande Guerra mundial), criou a ideia de que Mikao Usui era um padre cristão, o que na opinião de alguns autores se considera pouco verosímil.
Outras versões, referem que Mikao Usui era um monge budista, todavia, não se vislumbra qualquer culto a uma divindade ou divindades que permitam considerá-lo próximo de uma qualquer religião. 
Em boa verdade, o reiki fala da compaixão por todos os seres vivos, o amor sem apego, a ajuda ao próximo e a não violência inclusive para com os animais.

A imposição de mãos, com o objetivo de curar ou aliviar a dor do seu semelhante significa, para um reikiano, o mesmo que seguir em busca de um verdadeiro caminho para a Luz ou para si próprio.

A origem do Reiki tem bases orientais e está envolta em lendas.

Uma das versões que encontramos nos livros é a de que, certo dia, Mikao Usui foi confrontado com um pedido de um dos seus alunos para que lhe demonstrasse a técnica como Jesus Cristo efectuava a cura com as mãos.
Não tendo resposta para tal questão, consta que Mikao Usui abdicou do seu cargo de Professor e andou pelo Mundo à procura dessa resposta.Diz-se que foi para os EUA, mas não encontrou a resposta que procurava, tendo voltado ao Japão, para estudar o Budismo. Aprendeu sânscrito, estudou os sutras, aprendeu a língua chinesa.
Após vários anos de procura, encontrou algumas anotações de um discípulo de Buda com os símbolos secretos do método Reiki, e as descrições de como o Grande Mestre Siddharttha Gautama curava doenças físicas pela imposição das mãos, muito embora, ao longo dos séculos, o budismo se tenha concentrado apenas na cura do espírito.
Mikao Usui, ao ler o Sutras do Lótus, encontrou a fórmula que tanto procurava.

Ficou fascinado com a descoberta e tomou uma importante decisão: iniciou um retiro de 21dias, durante os quais jejuou, orou e meditou. No 21º dia, teve a sua experiência de satori  (iluminação), quando recebeu, automaticamente, um rei-ju (iniciação) e ficou sabendo de que forma iria utilizar a energia.
Ao redescobrir a arte da cura através da Energia Universal da Vida, Usui aplicou-a, desde logo, em si próprio, nos seus familiares e em outras pessoas que procuravam ajuda.
Sentindo que as suas mãos curavam, chamou a essa prática “reiki”, um sistema natural de harmonização e reposição energética.
REIKI é energia…
No Reiki não existe, nem é propalada, uma estrutura de crença ou culto semelhante ou característica da existente em religiões.
O Reiki é praticado por diferentes culturas e por adeptos de várias religiões, é praticado, nomeadamente, por Cristãos, Islamitas, Hinduístas, Shintoístas, Budistas e também, por Agnósticos e Ateus
Existem no Reiki, é certo, “técnicas”, aprendizagem de símbolos e princípios, mas não existem, nem podem existir, verdades doutrinárias ou dogmáticas.
É certo que, com o tempo, temos assistido ao surgimento de vários sistemas de Reiki, com as suas inerentes variações, complementos ou acréscimos dos ensinamentos do Reiki Usui comummentemente conhecido como tradicional. Todavia, muitas dessas variações do sistema original de Reiki emergiram como uma forma de adaptação aos padrões ocidentais (assim, como ocorreram, “derivações” dentro do budismo e do cristianismo).
Todavia, na sua essência, o Reiki não está associado a qualquer culto ou religião.
Não olvidamos, contudo, que os seres humanos que canalizam o Reiki ou os Professores que transmitem os seus ensinamentos, são pessoas singulares e individuais, com as suas próprias convicções e crenças, religiosas ou não e vivem impregnados nelas, com maior ou menor intensidade.
Todavia, independentemente das crenças e cultos professados por cada um, é importante que se sublinhe que o reiki não faz a apologia de qualquer religião.
Existem, no sistema Reiki, cinco regras de vida, que se revelam, como uma verdadeira filosofia, que Mikao Usui adotou do Imperador Meiji:
«Apenas, hoje: - não se preocupe; - não se aborreça; - honra teus pais, professores e amigos;
- trabalha honestamente; - demonstra gratidão para com todos os seres vivos.»

Afirmava, Mikao Usui: "Hoje precisamos melhorar e reestruturar a nossa vida de modo a podermos libertar os nossos semelhantes da doença e do sofrimento emocional. É esta a razão, pela qual, ouso ensinar livremente este método em público

Um reikiano não tem de mudar de religião nem de colocar em crise as suas crenças ou convicções.
Se, por hipótese é católico, islamita, ou ateu, continuará, certamente, a sê-lo, sem que o Reiki influencie as suas crenças.
Aliás, pessoalmente, considero que o Reiki robusteceu a minha própria religiosidade.

Ademais, o Reiki é uma prática terapêutica e para quem se submete a um tratamento de Reiki, não é importante se a eficácia do tratamento tem, ou não, cunho religioso ou até científico, porquanto, o que interessa a quem sofre com dores ou com qualquer patologia, é o alívio imediato das dores ou a esperança de cura no futuro.
E isso, é o mais importante de tudo...

O Reiki não substitui, nem conflitua com qualquer religião

Maria João Vitorino
(01 Janeiro 2012)

«Os seres humanos compreenderam que o que eles podem tocar, cheirar, ver e ouvir é menos de um milionésimo da realidade.»
Albert Einstein (1955)






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